segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Rato do campo e Rato da cidade


Os alunos dos quintos anos foram desafiados, num teste, a juntar o rato do campo e o rato da cidade seis meses mais tarde, dando assim continuação à conhecida fábula de Esopo.
Eis dois relatos desses reencontros.



O reencontro dos dois amigos

Um dia, quando o rato da cidade estava a passear, lembrou-se do seu amigo rato do campo e decidiu ligar-lhe. Disse assim:
Amigo, precisamos de falar em tua casa.
Está bem respondeu o rato.
Foi ter com o seu amigo e começaram então a falar:
Então, rato do campo, como é que vai isso?
Vai bem. Visitei muitos países. Visitei Paris e fui lá ao cimo da Torre Eiffel, era mais bonito do que eu podia imaginar! – respondeu o rato do campo.
Fantástico! Eu também tenho uma história. Fui até Inglaterra e visitei o museu e o Big Ben. Foi muito divertido – disse o outro rato.
Boa! Olha, desculpa por ter gritado contigo. Podemos voltar a ser amigos? – perguntou o rato do campo, com ar ansioso.
O rato da cidade aceitou e assim voltaram a ser amigos! 



Afonso Grade, 5.ºD





«O reencontro»

     Passados seis meses, o rato do campo, que tinha feito a sua vida calma, voltou a encontrar-se com o rato da cidade. O rato da cidade, pelo contrário, tinha andado em todo o lado. Desde restaurantes pequenos aos mais caros da cidade.
    Desta vez, eles encontraram-se ao pé de um beco cheio de caixotes do lixo. O rato da cidade mostrou como se podia comer o lixo.
     Mas aconteceu o inesperado. De dentro de um caixote do lixo saíram vários gatos. O rato do campo, que estava muito atento, fugiu logo, enquanto o outro rato, que se deliciava com aqueles manjares, foi arranhado por um gato. Quando se alertou, desatou a fugir, mas ficou com um ferimento. O rato do campo disse:
     -Vês? Se não estiveres atento podem acontecer-te muitas coisas más.
    Por fim, foram para as respetivas casas.


André Assunção, 5.ºE


terça-feira, 27 de novembro de 2018

Livro "Histórias da Ajudaris 18"

Já está disponível, na Biblioteca Escolar, a edição deste ano das "Histórias da Ajudaris". O livro inclui três histórias de turmas do nosso Agrupamento. O livro custa apenas €5 e a venda reverte totalmente a favor de iniciativas de solidariedade social da Associação Ajudaris.

Livro "Histórias da Ajudaris 18"

terça-feira, 13 de novembro de 2018

The Hat and Broom Contest - vencedores

Os professores de Inglês de 2.º Ciclo dinamizaram, na EB N.º1, um concurso de chapéus e vassouras a propósito do Halloween. As vassouras e chapéus a concurso estiveram em exposição na Biblioteca Escolar onde decorreu uma votação. Eis os vencedores.

Autores: Afonso Baltazar, Cristiana Moreno,
Filipa Santos, Laura Potter (6ºD)

Autores: Laura Machado, Maria Cunha, Rita Raposo (5ºA)
Parabéns a todos os participantes!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O Caderno do Desassossego


Se eu pudesse…

Se eu pudesse dizer tudo o que penso, se eu pudesse fazer o que me vai na alma e na ideia, se eu pudesse fazer isto ou aquilo, não sei o que aconteceria, mas sei que a verdade é que eu posso, porque todos nós podemos, apenas não o devemos fazer. Se eu pudesse tornar o possível em impossível, se pudéssemos fazer tudo, talvez o mundo não tivesse a mesma piada (…).

Beatriz V., 10ºE

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Obrigada!

A todos os que participaram no nosso desafio Eu ❤ Biblioteca Escolar e deixaram tantas palavras bonitas e encorajadoras, o nosso agradecimento. E porque acreditamos que a Biblioteca Escolar deve mesmo ocupar um lugar central na escola, aqui fica uma carta enviada a todas as Bibliotecas Escolares na qual se explica o porquê.



                             
                   Dia das Bibliotecas Escolares

O Plano Nacional de Leitura 2027 felicita as Bibliotecas Escolares portuguesas pelo seu trabalho diário de formação de leitores.

A biblioteca escolar destaca-se pela sua centralidade física e simbólica, constitui-se como um espaço físico e digital aberto, onde todos são bem-vindos, incrementando a ideia de uma cultura de leitura e escrita nas escolas.
Aprender a ler e ler para aprender são processos fundadores indissociáveis da ideia de educação. É necessário que na escola se leia de todas as maneiras, de forma autónoma e orientada, individualmente, a par e em grupo, em voz alta e silenciosamente, de forma extensiva e intensiva, sempre e em todo o lado, para aprender a manejar a informação de forma ética e crítica, estruturar o conhecimento, melhorar a aprendizagem e aumentar o sucesso educativo.
Com o objetivo de dar resposta a esta necessidade, o Plano Nacional de Leitura e as bibliotecas escolares juntam esforços para, colaborativamente, promoverem:
- a inclusão de períodos diários para a prática individual da leitura pelos alunos, com a iniciativa "10 minutos a ler";
- a gestão e o empréstimo às turmas de caixas com conjuntos de livros iguais para serem lidos sob a orientação do professor;
- a celebração de contratos de leitura autónoma com os alunos, tendo em conta as recomendações e as sugestões do Plano Nacional de Leitura 2027;
- o empréstimo e a circulação de livros entre a escola e a casa dos alunos para a leitura em familia;
- concursos, projetos, iniciativas várias que contribuem para fazer leitores.
1. É essencial que existam espaços, tempos e oportunidades nas escolas para estimular o prazer de ler. A aquisição de hábitos de leitura e do prazer de ler exige uma prática regular da leitura, o envolvimento emocional e a motivação pessoal dos leitores através de um exercício livre e voluntário. O acesso facilitado a um espaço de liberdade, de leitura independente, de iniciativas diversificadas de caráter informal concorre para estimular o prazer de ler e formar leitores para a vida. Sendo também um espaço para brincar e aprender de forma recreativa, a biblioteca escolar desenvolve, através dessa diversão em grupo, as capacidades intelectuais, linguísticas e socioafetivas dos alunos.
2. Hoje não basta saber ler. É necessário ler muito bem, independentemente do que lemos, das razões por que lemos, das linguagens, dos textos, dos meios, dos suportes e dos lugares físicos ou virtuais em que nos encontramos, e para isso é exigida uma competência muito sólida em leitura e escrita. Esta exigência de aquisição de uma nova competência leitora e de novas literacias implica repensar os ambientes e os modos de aprendizagem atuais. As bibliotecas escolares têm, neste contexto, um papel catalisador.
3. A biblioteca escolar é um espaço de leitura funcional e informativa, autónoma, onde se descobre e se sustenta o gosto pelo saber, onde é possível ler, investigar e usar de forma livre e com segurança todo o tipo de recursos, impressos e digitais, independentemente do seu formato e da forma de acesso, presencial ou online.
4. Como não só de literacia verbal se faz hoje a leitura, é também possível na biblioteca desenvolver muitas outras formas multissensoriais que se combinam cada vez mais com a palavra escrita e oral, dando lugar a uma nova multialfabetização ou transalfabetização que também a biblioteca deve acolher.
5. A escrita hoje, induzida por novos ambientes digitais e dispositivos móveis, faz-se maioritariamente em ecrãs, associando-se cada vez mais à oralidade e a outras linguagens e formas gráficas e visuais de comunicar, através do Facebook, do Youtube, do Instagram e de outras redes sociais. Por exemplo, como estratégia de motivação e pretexto para o exercício criativo da leitura e da escrita, pode recorrer-se às práticas correntes de escrita dos jovens em plataformas de Fanfic, grupos de leitura e escrita no GoodReads e Wattpad, produção de booktrailers, aplicações de storytelling, etc.
6. Hoje em dia, não só consumimos mas também produzimos informação. As bibliotecas são um espaço de produção e comunicação da imagem e da palavra, onde é possível aprender a trabalhar com tecnologias, plataformas e ferramentas digitais para a criação, a representação e a partilha da informação e do saber, independentemente da sua natureza, suporte ou formato.
7. A leitura é uma atividade social e as bibliotecas, um espaço público comunitário de encontro, empatia e inclusão, onde é possível socializarmo-nos e abrirmo-nos a outros olhares, realidades e modos de viver, ler e sentir.
8. As bibliotecas escolares são, igualmente, um espaço performativo de fruição estética e expressão cultural, onde se pode participar em atividades festivas, eventos artísticos e experiências vivas de leitura explorando a dimensão ostensiva, cénica e pragmática da leitura e dos textos

Aos professores bibliotecários, aos coordenadores interconcelhios, aos docentes e a todos aqueles que, todos os dias, constroem leitores nas e com as bibliotecas escolares, uma saudação especial no Dia das Bibliotecas Escolares.









    

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Desafio "Eu ♥ biblioteca escolar"

Para assinalar o Dia da Biblioteca Escolar, que em Portugal se comemora a 22 de outubro, lançamos o Desafio "Eu ❤ biblioteca escolar".
Vai a
http://padlet.com/biblioteca_santoandre/mibe2018

e diz porque gostas e qual a tua relação com a Biblioteca Escolar.
Os contributos mais originais terão um prémio! 😏
Participa!