terça-feira, 16 de março de 2021

"Dias de desassossego" - textos produzidos pelos alunos no ano letivo 2019/2020

 COVID-19

https://pixabay.com/pt/
O Covid – 19 chegou,

Sem querer dar tréguas,

Muita gente infetou,

Aqui e a muitas léguas.

Em casa tivemos de ficar,

Sem poder ir à escola,

Para podermos estudar,

Até partimos a "carola".

Temos saudade dos "stores",

E à escola queremos voltar,

Pois com os computadores,

Já não dá para aguentar.


Gabriel Dias

7º C 

22/06/2020

Professora da turma - Milene Marreiros

terça-feira, 2 de março de 2021

"Dias de desassossego" - o confinamento (textos produzidos no ano letivo 2019/2020)

 A quarentena

Algumas semanas antes, todas as crianças brincavam com o assunto, mas começou-se a ouvir cada vez mais e mais, notícias de que o vírus chegaria a Portugal… então, em março, decidiram fechar a escola e foi o início do confinamento (quase ninguém conhecia esta palavra). Era sexta-feira e todas as crianças da escola se despediram umas das outras e aí começou o confinamento. Todos nós pensávamos que iria acabar mais ou menos nas férias da Páscoa, mas, como sabemos, não foi isso que aconteceu.

                                                                                                                           artmajeur.com

As semanas foram passando e os nossos médicos, enfermeiros e auxiliares portugueses e de todo o mundo foram lutando contra o covid-19. Enquanto eles faziam o seu trabalho, muitas vezes, sem estarem com as suas famílias, nós, as crianças, fazíamos os nossos trabalhos da escola, tendo começado a aparecer plataformas novas para os professores conseguirem enviar as atividades a realizar.

As semanas passaram, e passaram até que o povo português foi aos poucos ganhando mais liberdade, algumas pessoas já iam à praia e, aos poucos, outros serviços abriram e muitas mais coisas.

 As crianças tinham aulas pelo computador, pelo telemóvel e através da televisão, contudo, surgiu um problema, pois havia crianças que não tinham computadores ou não tinham os pais em casa para os ajudar. (…)Por agora, o ano letivo já está a acabar e o confinamento também terminou, mas o vírus permanece entre nós, e os casos continuam a aumentar...

Sabemos que esta situação não irá durar para sempre, no entanto, se todos contribuirmos e ajudarmos, não irá piorar. Não gostei muito desta experiência, pois senti falta dos meus amigos e familiares, mas, por outro lado, foi uma grande lição e aprendi muitas coisas novas, não gostaria de repetir e espero que ninguém volte a passar pelo mesmo.

(texto com adaptações)

Laura Potter (22 de Junho de 2020)

Professora da turma 7º C -  Milene Marreiros

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Páginas do desassossego - a pandemia


Ensino Adiado

O sinónimo de adiar é "demorar", “retardar”, “transferir”, “prorrogar”, “delongar”, “protelar”.
Numa palavra, é deixar para mais tarde o que se tem para fazer.
O mundo parou. Ou obrigou-nos a parar devido a esta pandemia.
Mas além de parar, esta pandemia obrigou-nos também a Adiar.
Adiámos encontros com irmãos, família e amigos.
Adiámos a ida ao café e conversas banais.
Adiámos a compra daquela peça de roupa, daquele abraço que gostaríamos de ter dado.
Sim, adiámos as nossas aulas em presença.
Agora, em vez da alegria da Marta, da vivacidade do David, da calma do João, da timidez da Margarida, da inquietude do Rafael, da tranquilidade da Íris e de tantas outras manifestações de vida, neste novo mundo virtual comunico com ecrãs pretos, vazios de conexão emocional.
E lá vou virtualmente estando nesta nova realidade, escolhendo o melhor fundo da casa, tentando controlar todos os passos do ZOOM e das outras plataformas que me permitem disfarçar os nervos e a ansiedade do futuro adiado.
E não sabemos quando e em que condições teremos a normalidade de volta.
Penso que não há nenhum modelo de ensino que substitua o ensino presencial, pelo que qualquer reconfiguração do sistema que passe por afastar fisicamente os professores dos alunos, será sempre uma pobre solução.
Discordei das reuniões de avaliação à distância, tal como não acredito no ensino à distância. Faço parte de uma minoria, sim, mas já estou habituada.
“Os seres humanos são criaturas sociais, e sentir-se valorizado pelos outros é a própria base da vida em comunidade.” Dalai Lama

Professora Helena Marques (14/07/20)