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quarta-feira, 4 de maio de 2022

Dia Mundial da Língua Portuguesa 2022

 A UNESCO declarou o dia 5 de maio como o Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Celebramos esta data com poesia de dois grandes poetas da nossa língua, Fernando Pessoa e Manuel António Pina.









segunda-feira, 21 de março de 2022

Dia Mundial da Árvore e da Floresta

No âmbito de uma atividade realizada para assinalar o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, alunos da turma D do 6.º ano da EB N.1 de Santo André fizeram um poema sobre este tema.



Árvores vamos plantar

O verde está a diminuir

O mundo está-se a destruir

Para o verde aumentar

Árvores vamos plantar

Da floresta precisamos de cuidar

Para os animais abrigar

Árvores são seres preciosos

Por isso precisamos de ser cuidadosos

Não podemos ser maldosos

Não nos podemos distrair

As árvores estão a cair

Precisamos de agir!


Dia Mundial da Poesia na EB N.1 de Santo André

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia, que se assinala todos os anos a 21de março, a poesia andou pela Escola Básica N.1 de Santo André.

Espalhamos pela escola vários poemas de autores portugueses, proporcionando assim a alunos, professores e funcionárias da escola a leitura de poemas ao longo da semana.

Aqui ficam alguns exemplos.



terça-feira, 5 de maio de 2020

Minha pátria é a língua portuguesa

«Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. (...)

Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa selecta o passo célebre de Vieira sobre o rei Salomão. "Fabricou Salomão um palácio..." E fui lendo, até ao fim, trémulo, confuso: depois rompi em lágrimas, felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais – tudo isso me toldou o instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei: hoje, relembrando, ainda choro. Não é - não - a saudade da infância de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfónica.

Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa.»

Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego



segunda-feira, 9 de março de 2020

A Maria quer

A propósito do Dia Internacional da Mulher e numa altura em que ainda se luta pela igualdade de direitos e de oportunidades das mulheres, aqui fica um poema, elaborado por uma turma de 5.º Ano no passado ano letivo, no âmbito do concurso "Histórias da Ajudaris". 



Imagem de Natalia Lavrinenko
por Pixabay.
A Maria quer igualdade de género

A Maria quer
aprender a ler e a escrever,
ir à escola,
pois saber é poder.

A Maria quer
tirar um curso,
precisa de dinheiro,
para seguir o seu percurso.

A Maria quer
arranjar um trabalho
não quer pedir esmola,
ser uma carta fora do baralho.

A Maria quer
tirar a carta de condução,
votar, participar, ter a palavra,
para o mundo ter mais organização.

A Maria quer
casar e ser feliz,
ganhar um bom salário,
ter filhos como sempre quis.

A Maria quis
e querer é poder.
Orgulha-se do seu trabalho.
É professora como sempre sonhou ser.



Turma 5.º E
Ano letivo 2018/19
Professora Donzília Marques
Escola Básica n.º1 de Santo André

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

O amor é...

Celebra-se hoje, dia 21 de fevereiro, o Dia Internacional da Língua Materna, uma data estabelecida pela UNESCO para celebrar a diversidade linguística e honrar as tradições culturais.
A nossa língua materna estrutura-nos, identifica-nos como parte de uma cultura, de um grupo, de um povo. A língua portuguesa tem cerca de 250 milhões de falantes em todo o mundo. Somos muito diferentes, mas partilhamos uma mesma língua. Aprendemo-la desde a infância, estudamo-la nos bancos da escola, é com essa língua que pensamos, sentimos e nos expressamos.
E que melhor maneira de celebrar a língua portuguesa do que com um poema escrito por uma criança?


O AMOR É…

O amor é
ter infinitas saudades de quem gosta de nós
e estarmos todos dentro de uma noz.

O amor é
dar um abraço à família com alegria e
um beijinho com magia.

O amor é
nunca esquecer
quem no céu agora está a viver.

O amor é
ajudar um idoso
a passar a rua muito queixoso.

O amor é
ter dentro de uma caixinha
uma linda lembrancinha.

O amor é
abrir um álbum
e sentir a família perto de nós.

O amor é
ver alguém a crescer
com uma mãozinha minha.

O amor é
uma criança
a ver a nossa lembrança.

O amor é
o conhecimento
que nos transmitem os professores, mães e pais.

O amor é
com a família ficar
a paisagem a contemplar.

O amor é
dividir irmãmente
a última fatia de bolo.

O amor é
sentar a par e
para as nuvens olhar.


O amor é
o sentimento
que todos os dias sinto por ti.

O amor é
esperar nove meses
para tu nasceres.

O amor é
com pós de perlimpimpim
fazer-se um poema assim.


Alice Teixeira, 8 anos
2020-02-14
Escola Básica Nº 2 de Santo André - 3.º B

quinta-feira, 21 de março de 2019

Dia Mundial da Poesia

Neste Dia Mundial da Poesia - e num ano em que se comemora o centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen - aqui fica esta singela homenagem a um dos maiores nomes da poesia portuguesa.
Sophia, por Arpad Szenes
(imagem da capa de Livro Sexto, Ed. Salamandra)




O poema


O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê

O poema alguém o dirá
Às searas

Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento

O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas

(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo


in Livro Sexto, de Sophia de Mello Breyner Andresen,
Ed. Salamandra, 1985


sexta-feira, 8 de março de 2019

Dia Internacional da Mulher


Mulher

A mulher não é só casa
mulher-loiça, mulher-cama
ela é também mulher-asa
mulher-força, mulher-chama

E é preciso dizer
dessa antiga condição
a mulher soube trazer
a cabeça e o coração

Trouxe a fábrica ao seu lar
e ordenado à cozinha
e impôs a trabalhar
a razão que sempre tinha

Trabalho não só de parto
mas também de construção
para um filho crescer farto
para um filho crescer são

A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
o que importa é saber estar
junto em pé de igualdade

Desde que as coisas se tornem
naquilo que a gente quer
é igual dizer meu homem
ou dizer minha mulher

José Carlos Ary dos Santos
(1936-1984)       

Mulheres - Di Cavalcanti (1897-1976)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Chuva...


Chuva


Chuva a cair
Céu escuro

Tudo molhado
Som da chuva no telhado

Rumor da chuva
Humidade

Frio...
Silêncio...


                      Núria Jesus
                      6ºD


.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Oficina de poesia II

A turma 3ºA da Escola Básica Nº3 de Santo André, após ter participado na Oficina de Poesia que a Biblioteca Escolar organizou, decidiu continuar o trabalho aí iniciado. A professora Margarida Brito e os seus alunos começaram por ilustrar o poema coletivo que criaram na Biblioteca. Depois, cada aluno fez o seu próprio poema e ilustrou-o. A professora Margarida recolheu os poemas e compilou-os num livro. Por fim, cada aluno leu o seu poema na Biblioteca e a turma ofereceu o livro, intitulado "Os poetas mais pequeninos", à Biblioteca Escolar. Foi um gesto muito bonito que nos deixou muito emocionados. Queremos agradecer à profª Margarida e aos pequenos poetas da turma 3ºA e retribuir a oferta que fizeram à Biblioteca partilhando aqui o seu livro.

Obrigada, meninos! Obrigada, profª Margarida!



quarta-feira, 29 de março de 2017

Oficina de poesia I

Tal como prometido, aqui ficam alguns dos poemas criados pelos alunos no âmbito da Oficina de Poesia realizada na Biblioteca Escolar da EB Nº1, no dia 21 de março.
Esperamos que gostem!


terça-feira, 21 de março de 2017

Oficina de Poesia na Biblioteca Escolar

21 de março é o Dia Mundial da Poesia.

Para assinalar esta data, os alunos do 1º Ciclo da EB Nº3 criaram os seus poemas na Biblioteca Escolar, tendo por base alguns poemas de autores bem conhecidos da literatura portuguesa. Durante o intervalo de almoço, os alunos do 2º Ciclo puderam também, em regime livre, fazer os seus poemas. Procurámos, deste modo, festejar o Dia Mundial da Poesia, além de desenvolver o gosto pela poesia e pela escrita. 

Nos próximos dias iremos publicar aqui as obras dos nossos pequenos poetas.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Poemas em Inglês na Biblioteca

Sob a orientação da professora Rosário Ferreirinha, os alunos das turmas 10ºA e 10ºB criaram poemas a partir do mote ”Being a teenager is difficult”. Depois da sua exposição na biblioteca da ESPAM, num “estendal de poesia”, podes agora lê-los aqui.


Parabéns a todos pela inspiração! 


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Chegou o Outono!


Começa hoje o Outono. Para assinalar a data, aqui fica um Hai-Kai de Outono, do poeta brasileiro Mário Quintana.




terça-feira, 24 de maio de 2016

As artes, as palavras, a poesia e a vida



No passado dia 17 de maio, decorreu no anfiteatro da ESPAM, uma palestra com o Professor Fernando Pinto do Amaral, Comissário do Plano Nacional de Leitura, na qual estiveram presentes alunos de várias turmas de 8º, 9º, 10º, e 11º anos.
Na sequência do encerramento das atividades do ano letivo do projeto Contos e Encantos e, em parceria com a Biblioteca Escolar, assistiram-se a momentos de poesia, descobrindo-se as palavras de diferentes autores portugueses, ditas pelas vozes de vários alunos. Três alunos do Programa Intercultura AFS leram ainda, textos em turco, finlandês e inglês.
No decurso desta sessão, o professor Fernando Pinto Amaral, também poeta, tradutor e crítico literário, com obra publicada em livros, jornais e revistas de referência, sensibilizou para a importância das artes, em geral e da poesia, em particular. Tendo como mote alguns dos poemas apresentados, mostrou a importância das escolhas individuais nas várias etapas da vida.

Obrigada à Soraia Pereira, à Joana Tavares, à Naomi Monteiro, à Raquel Gouveia, à Ana Charneca do projeto Contos e Encantos e a todos os alunos que deram o seu contributo a esta atividade.


Constituição da mesa: Prof. Helena Fontinha. Prof. Fernando Pinto do Amaral,
Prof. Isabel Barros e Prof. Saudade Mestre

Na assistência, alunos de diferentes anos de escolaridade e alguns docentes.

Alguns alunos leram poemas de diversos autores.
Durante a leitura de poemas...


No final, o Prof. Fernando Pinto do Amaral partilhou com a assistência algumas ideias
e reflexões sobre a importância da arte em geral e da literatura em particular.



terça-feira, 5 de abril de 2016

Concurso "Faça lá um poema 2016" - entrega de prémios


No passado dia 19 de março, no Centro Cultural de Belém (CCB), decorreu a entrega de prémios do Concurso do PNL "Faça Lá um Poema 2016".
Esta iniciativa realiza-se habitualmente aquando das comemorações do Dia Mundial da Poesia e este ano teve, para nós, um significado ainda mais especial, porque a Ana Carolina Direito, do 9ºA, recebeu o prémio relativo ao 2º lugar no escalão 3º Ciclo pelo seu poema "Aos tolos".
Para celebrar a 7ª edição deste concurso nacional, a organização decidiu, com o apoio do PNL, do CCB e da editora Leya, publicar uma antologia que reúne os poemas vencedores ao longo destas sete edições. A antologia, com o título "A dança das palavras" foi oferecida ao agrupamento e encontra-se na Biblioteca Escolar da ESPAM para todos aqueles que a quiserem ler.

Aqui ficam algumas fotos do evento e também o poema premiado. Parabéns, Carolina!






AOS TOLOS

Aos perdidos, um brinde.
Aqueles que encontram caminho
Onde não há caminho nenhum para encontrar.
Aqueles que conseguem viver
Como ninguém vive, aqueles que não têm medo do desconhecido.

Aos mal-amados,  um grito.
Àqueles que sofrem pela beleza  da vida,
Os que amam sem saber, e
Aos que amam sem ser amados
Porque amar um mal-amado é pecado.

Aos artistas, um abraço.
São eles os criadores da beleza,
E a beleza encarnada nos seres
Os que conseguem ver cor
Quando todos veem translúcido.

Aos pensadores, um aplauso.
Porque mesmo lhes dizendo que
“Pensar é estar doente dos olhos”,
Eles pensam e fazem sem pensar
Mas acabam a pensar sempre duas vezes.

Aos incógnitos, uma carta.
Aqueles que não sabem quem são
Mas sabem o que pretendem ser
Os que não necessitam de nome
Para saber onde permanecem.
  
Aos baralhados, uma bússola.
Os que andam para cá e acolá e
Para a frente e para trás sem saberem onde ir
Ou o que fazer, mas sabem que
Vão saber o que fazer quando lá chegam.

Aos solitários, uma manta.
Aos que se confortam na escuridão
Gélida que é estar sozinho, distante.
Os que foram postos de parte
E agora se aquecem em seus corações grandes.

Aos tolos, uma oração.
Aos que perderam, aos que amaram,
Àqueles que se escondem ou mostram
Àqueles que pensam e criam e desfazem…
A todos, obrigada!

                               Ana Carolina Direito, 9ºA

sábado, 31 de outubro de 2015

Poema do Halloween

Celebra-se hoje, um pouco por todo o mundo, o Halloween. Para assinalar esta data publicamos aqui um poema de uma aluna do nosso Agrupamento, do 4º Ano da Escola Básica Nº2, que respondeu assim ao desafio da professora Maria José - escrever um poema sem a vogal u. Esperamos que gostem do poema. FELIZ HALLOWEEN!

Poema do Halloween

Vampiros, ogres, feiticeiras e demais
Vão amedrontar as pessoas e os animais
Doces às portas, das pessoas, vão pedir
Se não lhes derem, eles começam a bramir

No final vão dançar, na festa do lado
Com a dança deles, fica-se fascinado
E a festa jamais acaba, pois eles são demais
Depois ficam tontos, desfazem todos os locais

Logo depois vão para casa, fazer poções
2 sapos, 4 bigodes de gato e 2 olhos de ladrões
Para depois enfeitiçarem toda a gente,
Começarem a desaparecer rapidamente

Embora todos estejam a dormir, eles começam a abalar
Para depois no próximo ano, voltarem a assombrar
E esta é a história original
Do Halloween fenomenal

Já não tenho mais para contar
Também não mais para rimar
Feliz dia do Halloween!
Vamos lá festejar!

                                                      Clara Ramos Pexirra
                                                      2015-10-29

quinta-feira, 30 de abril de 2015

POEMAS DE ABRIL




No âmbito da evocação dos  Revolução dos Cravos, realizou-se no dia 21 de abril, na Biblioteca da ESPAM, uma leitura expressiva, por alunos do 12ºA e E, de poemas alusivos a este momento histórico. Foram ditos poemas de Jorge de Sena, Manuel Alegre, José Fanha , Sérgio Godinho e João Cutileiro.