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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vasco Graça Moura (1942-2014)

Aqui deixamos a nossa homenagem a este grande vulto da cultura, da literatura e das artes. A língua portuguesa perdeu um dos seus grandes defensores e divulgadores.


Foto: Daniel Rocha (Fonte: publico.pt)



soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.

Vasco Graça Moura, in Antologia dos Sessenta Anos

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Homenagem a Vasco Graça Moura


Fonte da imagem: http://blogue.rbe.mec.pt/
Vasco Graça Moura foi hoje homenageado na Fundação Calouste Gulbenkian num colóquio promovido por esta instituição e pelo ensaísta Eduardo Lourenço, comissário da homenagem.

Vasco Graça Moura celebrou já 50 anos dedicados à vida literária e é, desde janeiro de 2012, presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém.

No final deste colóquio que juntou escritores, ensaístas e investigadores, Vasco Graça Moura foi condecorado pelo presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada.

No seu discurso, Vasco Graça Moura afirmou que "a poesia é a minha forma verbal de estar no mundo."

Os vídeos desta homenagem estão disponíveis aqui.